São Paulo, o salão mais caro do mundo
Não vou dizer que senti vergonha alheia, porque a vergonha foi própria.
Mas hoje o presidente do Mondial de L’Automobile, o famoso Salão de Paris, Thierry Hesse, esteve conversando com jornalistas brasileiros para falar das expectativas da exposição, que acontece entre setembro e outubro (leia aqui).
Foi até com certo pudor que ele admitiu que o preço do ingresso aumentou. Sim, para entrar na mostra bienal, nas duas edições anteriores (2008 e 2010), um adulto precisava desembolsar 12 euros (equivalente a R$ 30,50).
“Em 2010 o preço não foi aumentado, pois ainda estávamos sob o efeito da crise econômica”, disse. “Mas agora o ingresso ficou 1 euro mais caro.” Isso, subiu para o equivalente a R$ 33!
Então ele mesmo emendou que é mais barato do que entrar no Salão de São Paulo – R$ 40 no lote promocional e R$ 50 no preço regular. Comento com um colega jornalista que costuma cobrir salões internacionais, que crava: o ingresso da mostra paulistana é o mais caro do mundo.
Aí eu me lembro do quão tenebroso e caro é estacionar no Anhembi, do quanto demoram os ônibus colocados entre o metrô Tietê e o pavilhão, do quanto faz calor naquele lugar, sem falar da paisagem horrorosa do rio.
Todos os anos crio caso para estacionar. Ou porque o leão de chácara não aceita carro de reportagem adesivado, só logotipado (ora, o logotipo não pode ser adesivo?) ou porque ninguém sabe onde se deve estacionar.
Com alguma boa vontade, a assessoria de imprensa da organização do Salão de São Paulo diz que a confusão ocorre porque as vagas pertencem ao Anhembi e não à organização da feira.
Credencial do Salão de Paris chega ao Brasil pelo correio
Enquanto isso, recebo pelo correio, direto de Paris, credencial que inclui passe de estacionamento. Sendo que nem precisava – na capital francesa, é muito mais fácil ir ao salão de metrô ou bicicleta.
Franceses são conhecidos pelo mau humor. Bufam. Maldizem a burocracia francesa. Precisam fazer estágio no Brasil.
Por: Luís Perez às 16h49
Ford adia (um pouco) seus lançamentos
A Ford teve de postergar seu dois próximos (e importantes) lançamentos.
Em vez de mostrar a nova Ranger no dia 23 de maio, o evento foi adiado para entre 29 de maio e 1º de junho. O local segue o mesmo: o mais novo destino turístico argentino da moda, a cidade de Salta, no norte do país vizinho.
O EcoSport, que seria mostrado em meados de junho, foi para o final do mês. O destino praiano também ficou inalterado: Natal (RN).
Novo EcoSport (no alto) e Ranger (acima): postergados
Por mais que se especule que as mudanças podem ter sido motivadas pela troca de presidente – sai Marcos de Oliveira, que pediu para se aposentar, e entra Steven Armstrong –, os atrasos se deram por razões bem mais prosaicas: o apertado calendário da Anfavea, a associação dos fabricantes, que organiza uma ordem para os eventos de lançamento, e a falta de carros disponíveis a tempo de realizar os dois eventos.
Por: Luís Perez às 16h07
"Site no cantinho"
Como explicar o desprezo com que ainda é tratada a internet, que no Brasil já tem praticamente 80 milhões de usuários?
A coluna desta semana tem como gancho o Salão de Genebra. Portanto está aparentemente fora de timing, uma vez que faz quase dois meses que a exposição suíça começou. Mas é que estou há algumas semanas matutando acerca da melhor forma de abordar o assunto, sem melindrar os lados envolvidos.
Quando tempos atrás neste espaço abordei como diferentes marcas lidavam com o famoso jabá, muitos fizeram uma leitura de que eu estava criticando a prática. Outros entenderam que o sentido do artigo, no qual procurei não deixar nenhum juízo de valor, era simplesmente colocar uma situação que estava dada para discussão. Claro que, conforme aprendemos no curso de jornalismo, objetividade não existe. Ao escolher um tema para abordar, assim como fazem os editores ao hierarquizar notícias a publicar, coloca-se já uma dose de subjetividade.
Também refleti muito sobre como tocar na questão e decidi deixar alguns pontos claros antes de entrar no assunto – até porque, sob o ponto de vista da qualidade do texto, ter de ficar fazendo ressalvas a cada cinco palavras não é nada adequado. Então vamos a eles: 1) Sou um mero colunista (jamais dono de qualquer verdade...) e o que exponho neste espaço com toda a liberdade possível é tão-somente minha opinião; 2) Esta coluna tem como uma das principais funções propor discussões pertinentes sobre os assuntos nela tratados. Isso esclarecido, vamos ao tema da semana.
Viagens a convite para a realização de determinada cobertura são uma constante em nosso meio. Assim como é famoso o pool organizado há anos pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) para os principais salões. Mas a exposição de Genebra, uma das mais importantes do mundo, não teve pool e sim convites de algumas marcas, aqui e ali. Minha pergunta é: por que alguns veículos de comunicação recebem até três convites e outros, de comprovada importância, são simplesmente ignorados?
Vamos então a uma das poucas ressalvas que pretendo fazer: em primeiro lugar, longe de mim criticar quem recebeu três convites. Pelo contrário – o fez por mérito. Pode enviar dois repórteres especializados e um fotógrafo. Terá uma cobertura muito extensa. Aceitar de bom grado tal oportunidade é absolutamente natural. Em segundo, vale ressaltar que, como em qualquer convite (seja para jantar em casa, seja para integrar um grupo de jornalistas para realizar uma cobertura internacional), a prerrogativa de escolher os convidados é do anfitrião.
O investimento em um evento internacional não é pequeno e cada empresa tem suas estratégias, que passam também por uma política de relacionamento. Então convocar o veículo X, que já está enviando dois outros profissionais, é prerrogativa da empresa e não há mal algum nisso. Mas será que é isso mesmo ou a verdade é que falta diálogo?
Então eu chego ao ponto: como explicar, mais uma vez, o desdém dedicado aos veículos de internet? Será que foi proposital deixar de fora as editorias de veículos de portais como (em ordem alfabética) G1, iG, R7 e Terra, ou até o pioneiro WebMotors? Ah, alguns desses citados foram a Genebra por conta própria, o que é uma feliz constatação de investimento editorial combinado a boa saúde financeira.
(Nota: não estou legislando em causa própria, mas sim da plataforma internet como um todo. Embora pessoalmente edite o que se define como portal vertical, ou seja, especializado, que é o Interpress Motor, com 2 milhões de page views mensais, além de um jornal semanal gratuito de 100 mil exemplares por edição, o Prime Autos, pergunto como podem ser ignorados veículos que entram na casa de milhões diariamente, ampliando o número de pessoas informadas a respeito das novidades do salão.)
Detalhe: muitas vezes o convite a veículos para a cobertura de um salão pode ser emendada, antes ou depois, à apresentação internacional de algum produto. É um ponto que pode ser colocado para justificar a duplicidade ou triplicidade de veículos. Será que pode? De qualquer forma, só esse tema pode dar outra coluna inteira.
“São empresas privadas e têm direito de convidar quem bem entendem. Mas não entendo como podem achar mais vantajoso convocar três de um mesmo veículo em vez de estender a oportunidade de cobertura a outros meios”, opinou um jornalista ouvido pela coluna. Sabendo que sou especializado no assunto, todos os conhecidos que me abordam, na hora de procurar um automóvel para comprar, usam ou já usaram a internet (fonte instantânea e até certo ponto gratuita) como primeira ferramenta para obter informações. Dados mais recentes do Ibope NetRatings indicam que o Brasil tem 79,9 milhões de internautas.
Na última noite do evento de lançamento do Fiat Grand Siena, em Santiago (Chile), alguns jornalistas se lembravam como anos atrás certa vez um assessor de imprensa se referiu aos profissionais de internet que foram ao test-drive de um lançamento. Dando clara preferência aos veículos impressos, pediu que os profissionais de mídia eletrônica se afastassem: “Olha, site no cantinho”. Cria e entusiasta da mídia impressa, viciado até hoje em cheiro de tinta, não deixo de ficar aborrecido quando vejo que muitos ainda viram as costas para milhões de leitores/consumidores em potencial. Ou, como outro jornalista observou: “Estão simplesmente dando as costas ao presente e ao futuro”.
Publicado originariamente no Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva
Por: Luís Perez às 01h44
Não é Corolla "pé-de-boi" que sustenta liderança
Na primeira quinzena de maio, o Honda Civic abocanhou a vice-liderança entre os sedãs médios, com 1.706 unidades vendidas, contra 1.602 do Chevrolet Cruze. O Toyota Corolla mantém a liderança, com 2.557 unidades, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).
Fontes do mercado dizem que é difícil suplantar o Corolla por conta da versão XLi, que tem preço sugerido de R$ 63.570. O carro de fato surpreende pela falta de equipamentos. Para começar, as rodas não são de liga leve e sim de aço. Seus pneus são menores. Não tem ABS. Diferentemente de todas as outras versões, que têm ar digital, seu ar-condicionado é manual (ufa, pelo menos tem ar!). O banco traseiro não biparte. Economizaram até na luz do para-sol do motorista. Aliás, na versão só o motorista tem vidro elétrico com sistema "um toque" e antiesmagamento. O volante não tem comando do som.
Corolla: liderança mantida
É um Corolla “pé-de-boi” total. Fui perguntar à Toyota o mix de vendas para ver se ele de fato dependia desse carro pelado. Pelos números apresentados, a resposta é não. O XLi responde pela menor fatia do modelo, 5%. Mais da metade das vendas é do XEi (55%), quase um terço é do GLi (30%) e outros 10% compram a superequipada versão Altis, cujo preço é suficiente para migrar para uma categoria mais elevada.
Oferecer um carro assim tão pelado é ruim para a imagem da marca? Pode virar argumento na revenda, na medida em que o comprador irá poderar que “ah, mas por esse preço eu compro um zero”? Pode até ser. Mas pelo visto não é a versão mais barata que faz do Corolla o líder da categoria.
Por: Luís Perez às 18h17
A fantástica fábrica...
Visitas muitas vezes consideradas chatas são fascinantes; todo consumidor deveria conhecer uma linha de produção
Nem todo mundo que envereda pelo jornalismo automotivo é fissurado por carros. Pode até ser que a maioria adore o tema – e ele é de fato apaixonante – e, por conta disso, tenha conseguido abraçar a oportunidade de unir trabalho com prazer. Também não é menos verdade que nesse meio não há quem odeie automóveis – pelo menos não por muito tempo. E, como em toda profissão de que se gosta, há os momentos chatos e os lúdicos.
Um dos que mais extremos despertam (ora é chatíssimo, ora é sensacional) é o que se pode chamar de “momento Coca-Cola”. Explico. Remonta à nossa velha infância as excursões escolares. Sim, uma das mais populares, depois do indefectível Jardim Zoológico, era à fábrica da Coca-Cola. Nem me lembro mais se fiz ou não tal visita, nem onde ela teria acontecido.
Sei, no entanto, que já perdi as contas das visitas a linhas de montagem de fábrica de automóveis que já fiz. Há quem diga que elas “são todas iguais”. Não são. Umas das fábricas que mais me chamaram a atenção, por acaso, não foi de carros prontos, mas de pneus. Lembro que visitei as instalações de Pirelli em Atlanta (EUA), já há alguns anos. E não havia uma viv’alma na linha de produção. O nível de automatização, hoje presente em muitas fábricas brasileiras, chamou muito a atenção.
Gosto de visitar a fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP), onde é feito o Gol. É impressionante a linha da Fiat em Betim (MG), uma das que sozinha mais produz veículos no mundo. Já me peguei olhando do alto a fábrica pelo Google Earth. A da Honda em Sumaré (SP) também é fascinante, sem falar que os carros são lindos, e a organização, exemplar. A fábrica da Volks na Anchieta, assim como a da PSA Peugeot Citroën em El Palomar (pertinho de Buenos Aires) preservam em sua arquitetura tudo dos anos 50, como um pedaço vivo da história da industrialização de Brasil e Argentina. Não gosto muito da fábrica de motos da marca em Manaus (AM), mas por razões pessoais – faz muito, muito calor. Costumo brincar que a gente sai da área de pintura, onde se marcava 40ºC, e se sente “aliviado” do lado de fora, com amenos 38ºC...
Todo consumidor de carro deveria visitar uma linha de montagem. Deveria ter workshops explicando como seu precursor Henry Ford as concebeu. Como João Gurgel as elaborou na curta porém intensa aventura de ter um carro legitimamente brasileiro. Como levar cada dono de carro novo às linhas, cabe a nós, crescidos ex-visitantes da Coca-Cola e contadores de história por profissão, tentar levar ao leitor um pouco de como essa complexa máquina (muito prazer, automóvel...) é produzida.
Fábricas mexem com a imaginação das pessoas. Na época do ginásio, quando morava em Pirituba (zona norte de São Paulo), peguei dois ônibus para ir ao Jaguaré (zona oeste), onde ficava a fábrica das canetas Bic, buscar duas caixas do produto. Sempre avistava, da marginal Tietê, aquela torre em forma de caneta. Chegar perto dela foi muito legal... Era tempo de festa junina e a doação que eu havia conseguido valia pontos importantes no campeonato de prendas. Até hoje, de vez em quando, eu chego perto daquela caneta gigante que já há alguns anos deixou de ser laranja para ser branca. É que o escritório da JAC Motors fica ali pertinho.
Publicado originariamente no informativo Jornalistas&Cia. Imprensa Automotiva
Por: Luís Perez às 17h59
Jornalista automotivo sofre...
Quando ficar trocando de um carro para o outro vira um (quase) problema...
Ah, jornalista automotivo sofre... Outro dia estava comentando com o profissional de uma fabricante que essa coisa de ficar mudando de carro dificulta a vida. Quantas jaquetas, carregadores de celular, controles de garagem, entre outros objetos pessoais, não entreguei junto com o veículo de teste por engano? E passar de um automóvel com câmbio manual para um automático, então? O pé esquerdo está condicionado a procurar o pedal da embreagem... O contrário também é perigoso – tentar trocar de marcha sem mexer o pé esquerdo.
Muitas vezes dá saudade do carro próprio (principalmente quando o testado é pior, o que é raro...), com ajustes de banco e espelho, objetos, enfim... Costumava citar os CDs nessa lista, mas eles já foram substituídos por pen drives ou pelos iPods. Acho formidáveis os carros com conexão por Bluetooth que permitem não apenas falar ao telefone, mas tocar as músicas. Não tenho mais nenhuma em CD. Todas estão no iPod, que em 99% dos carros podem ser ligados por cabo ou Bluetooth. São muitas as vantagens: não precisar transportar os CDs de um carro ao outro, sob o risco de riscá-los, perdê-los ou tê-los furtados por manobristas amigos do alheio.
Mas o maior drama de trocar de um carro para o outro, fora a diferença de potência de motor ou nível de conforto, são certos equipamentos de conveniência. E o mais crítico nessa troca responde pelo nome de sensor de estacionamento traseiro. Pode parecer bobagem. Porém experimente passar alguns dias dirigindo um carro que avisa toda vez que um obstáculo traseiro se aproxima e, de uma hora para outra, pegar outro modelo que não traz tal comodidade. É batida quase certa na coluna do prédio.
Falando em batida, certa vez fui deixar um hotel em Guarulhos, desses campeões de audiência das marcas para a realização de eventos, e o manobrista trouxe o “meu” Renault Logan prata. Ao entrar, senti a falta de um ou outro objeto e vi outros que não eram meus. Ao mesmo tempo, alguém do lado de fora apontou: “Ei, você viu que o carro está todo raspado aqui na lateral?”, disse, apontando para um para-lama traseiro. Pois é. Foi-me entregue o carro errado.
Imagino que todos nós tenhamos histórias interessantes para contar a esse respeito. É, jornalista automotivo sofre...
Publicado originariamente no informativo Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva
Por: Luís Perez às 11h58
Tabela já era; ágio é mercado
Sempre vejo um ou outro consumidor esbravejar quando encontra um automóvel com sobrepreço, como é o atual caso do CR-V (leia aqui). Há quem ameace chamar o Procon (tudo bem que às vezes até pode ser o caso...).
Fato é que talvez contaminado pela cultura de anos de inflação, aliada à das infindáveis tabelas de preço que de forma nenhuma seguraram o dragão da carestia (quem não se lembra dos Fiscais do Sarney, do desaparecimento dos produtos, do boi escondido no pasto?), ele ainda ache que preço de carro tenha de ser tabelado. Não é. O nome já diz: “preço sugerido”.
Quando no início dos anos 90 houve o ágio do Corsa e o então vice-presidente da General Motors do Brasil, André Beer, foi à TV pedir que não se pagasse ágio, eram outros tempos. O Plano Real nem havia sido implantado. Hoje economia, assim como ágio, é mercado, regido pela velha, ainda que muitas vezes não tão boa, lei da oferta e da procura.
Há escassez de CR-Vs no mercado? Sobrepreço nele! Os preços só vão baixar quando não houver gente disposta a pagar os valores pedidos. Essa é a má notícia. Para quem procura um carro da Honda para comprar, há uma boa: o coeficiente novidade no Civic já deixou de ser aplicado. Hoje já há margem para negociar. A versão de entrada, LXS manual, já é vendida com um descontozinho de R$ 2.000. Vale a pena chorar.
Novo Civic: já dá pra negociar um descontinho...
Por: Luís Perez às 13h58
"Faz toda a diferença": mesmo mote para Fluence e Siena
Os dois são sedãs, mas de portes completamente distintos.
O Renault Fluence foi lançado no ano passado e é médio. O Fiat Grand Siena acaba de chegar e é compacto.
Sabe o que eles têm em comum?
Simples: o slogan.
Os publicitários que bolaram as duas campanhas tiveram a mesma ideia: “Faz toda a diferença”.
Confira abaixo nas peças para a internet:


As duas agências já estão em contato para decidir o que fazer em relação à coincidência.
Por: Luís Perez às 23h26
Patrocinadora da Seleção, VW anuncia parceria com Neymar
Nesta sexta, dia 30, a Volkswagen anuncia uma parceria com o craque Neymar, do Santos. Será às 14h, na Vila Belmiro, com a presença de Thomas Schmall, presidente da montadora no Brasil. Ao que tudo indica, um contrato nada modesto de patrocínio.
Vale lembrar dois pontos: 1) O jogador adora carrões e seu primeiro carro foi um utilitário esportivo sueco Volvo XC60; 2) Desde novembro de 2009 e até a Copa de 2014, a Volkswagen é patrocinadora oficial da Seleção.
O acordo dá direito à empresa usar a marca da CBF em sua comunicação, além de desenvolver outras atividades promocionais. O ônibus que transportará a Seleção Brasileira nos jogos e treinos também é Volkswagen.
Em tempo: Neymar, 20, aprendeu a dirigir em um Volkswagen Fox.
Por: Luís Perez às 19h33
Acordei com a cama "sambando"
Eram 4h28. De repente, sou acordado por um sacolejo. A cama estava "sambando". Sensação estranha para os brasileiros pouco acostumados com terremotos. Tento conectar meu iPad, mas a internet exige senha. Preguiça. Mas os tremores duraram apenas alguns segundos e cessaram. Meio sonado, resolvo virar e voltar a dormir. Não sem antes me certificar de que tudo parou de tremer.
Estava hospedado no quinto andar do hotel Sheraton Santiago, onde até ontem participamos da convenção de lançamento do Fiat Grand Siena. Imagino que quem estava na torre anexa, bem mais alta, tenha se assustado um bocado.
De manhã fico sabendo que o terremoto teve magnitude de 5,3 graus na escala Richter, com epicentro a 43 quilômetros de Casablanca (região central de Valparaíso), justamente onde ocorreu o test-drive do sedã. No entanto, as primeiras informações eram de que não havia vítimas. Alguns chegaram a se vestir e descer. Outros ligaram para a recepção do hotel para saber se era preciso descer.
Ainda no final da manhã, alguns ainda achavam ter sonhado. Outros relataram que objetos sobre a mesa do quarto caíram. Ligeiramente assustador.
Por: Luís Perez às 12h00
Veículos de comunicação ambulantes
Os temas referentes a internet e redes sociais são inescapáveis, pois o tema dá margem a enfoques dos mais diversos. Um deles me ocorreu nestes dias, durante um dos muitos lançamentos de carro: é que o pessoal e o profissional cada vez se misturam mais em tempos de conectividade total.
Foi-se a época em que era desaconselhável ou até proibido em algumas empresas imprimir no cartão de visita (sim, esse recurso ainda é usado...) o número do celular. Hoje os cartões estampam também e-mail (há quem separe o pessoal do de trabalho), Twitter e Facebook, além, é claro, do celular (e não raros são os casos em que a gente ouve “Anote aí meu celular comercial”...). Algumas pessoas, dada a quantidade de seguidores e/ou amigos virtuais, já viraram praticamente veículos de comunicação ambulantes.
Velha prática no jornalismo – em particular no automotivo –, o embargo (combinação entre empresa e veículos para publicação de material em uma determinada data) é uma realidade que somente agora começa a ser regulamentada no tocante às mídias sociais. Pergunta: um jornalista de revista (que por prazos industriais tem acesso antes a determinado carro que está sendo lançado) ou, no caso em que são formados grupos, o profissional de imprensa que vai em um dos primeiros, pode tuitar que está “em tal lugar, no lançamento do carro X” ou mesmo postar a foto de um modelo que só daqui a um tempo será mostrado a demais veículos?
Pois outro dia isso aconteceu: um jornalista posou para uma foto ao lado de um carro que só seria mostrado a outros veículos dias depois – e a postou em seu Facebook. Na imagem aparecia apenas um pedaço do veículo. Na prática, essa publicação era um teaser involuntário. Rapidamente a assessoria entrou em contato com o jornalista e pediu que ele a tirasse do ar, pois feria o acordo de embargo. Pois é. Nessas horas não adianta alegar que se trata de um “perfil pessoal”, pois um jornalista a trabalho no lançamento de um modelo não é apenas pessoa física.
Isso faz com quem algumas assessorias de fabricantes já estejam deixando claro que o embargo vale também para redes sociais. Em alguns casos, até o convite é embargado – ou seja, é solicitado que não se publique que determinado automóvel será lançado em certa data. Pois é. Muito ainda deve ser conversado a esse respeito.
Publicado originariamente no informativo Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva
Por: Luís Perez às 09h22
Corolla XRS: aparências, nada mais...
Enquanto editava a reportagem de lançamento do Toyota Corolla XRS, não me saía da cabeça uma doída canção de Marcio Greiky, conhecido compositor de odes populares.
No início dos anos 80, o rei Roberto Carlos quase gravou “Aparências”. Acabou ficando fora do disco que tem “Guerra dos Meninos” e Greiky mesmo a interpretou.
Encontrei a canção agora há pouco no YouTube. Como hoje é sexta-feira, som na caixa! www.youtube.com/watch?v=wSj1ld2ln-I.
Ah, mas eu falava do Corolla. Sim, a Toyota encheu o carro de penduricalhos, mas não mexeu no motor. Não está errada, não.
A Honda descontinuou o Civic Si porque ficaria caro demais. Em vez de 140 cv, o motor tinha 192 cv.
Mas o consumidor ainda compra carro menos pelo motor e mais pela aparência.
Aparências, nada mais...
Toyota Corolla XRS: motor não mudou
Por: Luís Perez às 14h24
O Chery S-18 e seu "recall branco"
Anunciar um recall não é uma atitude necessariamente negativa. Pode ser uma prova de transparência da empresa. Todos estamos sujeitos a erros. Do contrário, não haveria a seção “Erramos” do jornal.
Problema, no caso da Chery, é como ele está sendo conduzido. Primeiro, porque já se sabia do defeito no pedal de freio havia pelo menos seis meses, quando a revista “Quatro Rodas” realizou um teste no modelo em pista fechada.
Depois, quando algumas revistas voltaram a testá-lo, em 19 de janeiro, a empresa voltou a se pronunciar e suspendeu as vendas. Suspendeu numas, porque tanto o jornal “Agora São Paulo” quanto nós, de Interpress Motor, continuamos vendo o modelo sendo oferecido nas concessionárias.
Somente a partir de segunda (5), a Chery Brasil começa a circular o comunicado de recall nos meios de comunicação – isso porque a legislação a obriga a fazê-lo. Diz: “O pedal do freio, se submetido a força ou pressão fora do usual, pode sofrer deslocamento para a esquerda, fato este que não compromete a função de frenagem do veículo”.
Chery S-18: recall branco é menos recall?
O comunicado, prossegue: “Vale ressaltar que se trata de um recall ‘branco’, uma vez que todos os 52 proprietários que adquiriram o modelo desde o início de sua comercialização, em janeiro de 2012, foram contatados e já compareceram a uma das concessionárias da marca para inspeção dos veículos e troca do conjunto de mecanismo de acionamento dos pedais”. É aí que a empresa acaba de perder uma chance imensa de não se manifestar...
Ou seja, tenta justificar o injustificável ao tentar amenizar o problema, que é, sim, grave.
Bem, segue abaixo o comunicado da empresa:
“Comunicado aos proprietários de veículos Chery S-18
A Venko Motors, importadora dos veículos Chery no Brasil, ante as recentes notícias veiculadas sobre problemas com o pedal de freio do modelo Chery S-18, comunica a todos os proprietários e clientes que, mesmo constatado através de laudo pericial a total eficiência do sistema de freios, bem como o atendimento às normas técnicas aplicáveis, ainda que todos os veículos já tenham tido a referida peça substituída, por cautela e visando atender a legislação brasileira, convoca os proprietários dos veículos S-18 a comparecerem em uma das concessionárias da marca para inspeção do veículo e troca do conjunto de mecanismo dos pedais.
Local de agendamento e atendimento - Rede de Concessionárias Chery
Componentes - conjunto de mecanismo dos pedais.
Risco - deslocamento do pedal de freio quando aplicado esforço fora dos padrões normais de acionamento do freio de serviço.
Solução - Inspeção e troca do pedal de freio.
Notificação - Para melhor informar os clientes, a Chery do Brasil está contatando todos os proprietários dos veículos envolvidos.
Informações adicionais – (0800) 772-4379 ou pelo site www.cherybrasil.com.br."
Por: Luís Perez às 12h52
Nova Spin
Alguém tem dúvidas de como vai ser o nome da nova minivan de cinco e sete lugares da Chevrolet, que todos chamam de Spin (informação revelada em primeira mão por Marlos Ney Vidal, do www.autossegredos.com.br)? Simples. Experimente ir até www.novaspin.com.br e veja o que acontece.
Sem mais.
Nova Spin com carroceria definitiva
Por: Luís Perez às 15h55
Transparente, Nissan divulga números de recall
Há uma novidade que vai além do simples anúncio de recall da Frontier, publicado pela Nissan em jornais de hoje e enviado à imprensa. Bem, primeiro que já é raro enviar o comunicado aos jornalistas. Boa parte dos fabricantes, apesar de um discurso de transparência, costuma publicar o anúncio (porque é obrigatório) e só envia o comunicado a quem pede.
A Nissan hoje inaugura (assim esperamos, que não seja um ato isolado) a publicação do número de unidades envolvidas na convocação – no caso, 35.280. É a primeira vez que isso acontece. Normalmente é preciso ligar para a empresa e praticamente implorar por esse dado.
Comunicado com número de unidades envolvidas
Por que ele é tão importante? Simples: ele nos dá a dimensão de quantos veículos estão rodando com problemas pelas ruas e estradas brasileiras. Sabe-se que o atendimento às convocações de recall já é baixo, algo em torno de 40%. Estuda-se impedir o licenciamento de veículos com o reparo pendente. Quando isso acontecer, um grande passo terá sido dado na direção da segurança de todos no trânsito.
Por: Luís Perez às 16h35
Sobre o autor
Luís Perez é jornalista formado pela PUC-SP. Estudou também história na USP e marketing na ESPM. Trabalhou por 13 anos no jornal Folha de S.Paulo, onde exerceu diversas funções, entre elas a de editor de Veículos. Colabora com diversos veículos de imprensa, como revistas Quatro Rodas, Carro Hoje, Motor Quatro, Lunna, jornais Destak, Diário de S.Paulo (onde é responsável pela cobertura de caminhões e por reportagens na revista mensal Carros) e Jornauto. É colunista do Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva, dirigido a 1.200 profissionais do setor. Foi editor-executivo da revista Avião Revue, da Motorpress Brasil Editora. Criou, dirige e edita o site Interpress Motor desde 2006.
Sobre o blog
Este blog se propõe a trazer ao leitor informações rápidas e, sempre que possível, exclusivas a respeito do mundo motorizado. Vale lembrar que, mais do que produto e economia, o tema automóveis mexe com questões de fundo social, cultural, emocional e interfere de forma decisiva em nosso cotidiano. É desse tipo de relação que tratamos neste espaço.







