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Ford ousa ir mais longe; Toyota pensa

Neste ano uma mesma ideia tida por agências de publicidade diferentes chamou a atenção. Dois sedãs, o Renault Fluence e o Fiat Grand Siena, receberam como assinatura o slogan “Faz toda a diferença”. A Fiat teve de retirar a expressão de seus anúncios, pois os anúncios da Renault precediam os seus. Coincidências da vida.

Agora a Ford, que já lançou mão de “Fazendo o seu caminho melhor” e “Viva o novo”, adota o “Go Further”, assinatura mundial, mas aqui traduzida como “Ouse ir mais longe”. Acontece que, enquanto a Ford vai, a Toyota pensa. A marca japonesa adota no Brasil o “Pensando mais longe”.

A assinatura da Toyota

Se uma pensa mais longe do que a outra, não se sabe. Mas parece que pensam as mesmas coisas...

Por: Luís Perez às 17h05

Carros "made in Brazil" são mais baratos lá fora

O Brasil não tem apenas importados absurdamente caros, como mostra artigo da “Forbes” (leia aqui). Veículos fabricados no Brasil (isso mesmo, no Brasil!) são comercializados a preços mais baixos nos países para os quais eles são exportados. Acompanhe o raciocínio: se o modelo é feito aqui, deveria chegar a preços mais convidativos às concessionárias brasileiras e não às mãos dos consumidores de outros países da América Latina ou da Europa, certo? Em tese, sim. Mas não é o que acontece.

Um Honda Civic fabricado em Sumaré (SP) é mais barato na Argentina, custando 102 mil pesos, o equivalente a R$ 44.700. Apesar de ser fabricado no Brasil, no país de origem ele é mais caro por um simples questão de carga tributária. E olha que os carros na Argentina carregam um imposto entre 35% e 40%.

Honda Civic deixa linha de montagem em Sumaré (SP)

A Anfavea, a associação dos fabricantes, justifica dizendo que 30,4% do preço do carro aqui é só imposto, quase o dobro em relação a outros países que oferecem serviços públicos bem mais eficientes, como Itália (16,7%), França (16,4%) e Alemanha (16%). No Japão a participação dos tributos é de apenas 9,1%, enquanto nos EUA é de 6,1%. Resultado: os carros mais caros do mundo, em grande parte por conta dos altos tributos. Agora a pergunta: você vê a contrapartida na prestação de serviços públicos (leia-se educação, saúde, transporte, segurança, entre outros)?

Quanto custam lá fora modelos fabricados no Brasil

Volkswagen Fox
No Brasil: R$ 32.600
Na Alemanha: R$ 21.500

Toyota Corolla
No Brasil: R$ 62.000
No México: R$ 29.600

Honda Civic
No Brasil: R$ 70.000
Na Argentina: R$ 44.700

Fiat Punto
No Brasil: R$ 40.000
Na Argentina: R$ 24.200

Ford EcoSport
No Brasil: R$ 53.500
No Chile: R$ 27.200

Por: Luís Perez às 09h53

Valter Oliveira deixa Mercedes após 26 anos

Após 26 anos de trabalho na Mercedes-Benz do Brasil, Valter Oliveira, gerente do segmento de Veículos Comerciais, pediu desligamento da empresa para se dedicar a projetos pessoais. A partir de 3 de setembro, Ana Carolina Silvestre da Costa, coordenadora de Comunicação Corporativa, será a responsável interina pela atividade, acumulando com sua atual função e rotina de comunicação institucional.

Por: Luís Perez às 17h14

O tempo da internet

Mídia eletrônica pode ser ágil, mas uma boa cobertura também requer investimento e tempo para processar informações

Faz uns dois meses que Júlia, minha filha de quatro anos, vem dizendo por alto que está preparando uma surpresa para a festa de Dia dos Pais. Quando peço detalhes, ela desconversa: “É segredo!” Nesta semana fiquei sabendo que a comemoração enfim acontece neste sábado, mas eu não vou poder ir. Tenho de pegar um avião na manhã desse dia para Natal (RN), onde acontece o tão esperado (e do qual faço questão de participar) lançamento oficial do novo Ford EcoSport.

Outro dia, conversando com uma amiga, questionei: “Será que a Júlia vai entender minhas eventuais ausências de alguns momentos importantes de sua vida?”, ao que ela respondeu: “Sim, ela já entende”. Por via das dúvidas, perguntei a ela própria, que disse, com a sinceridade das crianças de sua idade: “Tudo bem, não tem problema!”

Mas embora tenha a ver, o assunto hoje é outro. Nos meus posts no blog que mantenho em UOL Carros, costumo me referir ao novo EcoSport, sem nenhuma intenção de ser pejorativo, como “o carro mais pré-lançado de todos os tempos”. Houve apresentações do modelo em janeiro, abril e junho, com informações sendo apresentadas aos poucos, mas informações detalhadas sobre ele já saíram na imprensa e podem ser consultadas em alguns blogs na internet. No entanto, o Eco é apenas um exemplo, o mais recente, no jargão chamado de “gancho”, do tema que quero tratar aqui.

Não são poucas as vezes em que carrego comigo, no avião que me leva a uma apresentação de carro, as revistas já com a reportagem completa sobre aquele lançamento. Poucas coisas são tão desestimulantes para quem faz jornalismo na internet. Isso porque, salvo nos casos em que conseguimos furar os esquemas de divulgação (refiro-me às formas lícitas de fazê-lo), as informações sobre o produto automóvel dependem completamente da vontade da fonte, no caso, os fabricantes. São eles que decidem a quem e quando fornecer as informações. Não estou dizendo que os eventos de lançamento não sejam imprescindíveis. Pelo contrário. São uma oportunidade de ouro para garimpar informações junto a profissionais das fabricantes, executivos ou não.

Assim como a TV não matou o rádio, não acredito, por mais entusiasta que seja, que o jornal impresso vá sucumbir à internet. Porém existe um senso geral que, acredito, deva ser discutido. Vamos supor que um determinado prazo para que as informações fornecidas sejam processadas e transmitidas por jornalistas seja representado por um período de tempo X.

Hoje um lançamento de carro pressupõe teoricamente que profissionais de revistas tenham 3X de tempo para elaborar a edição – em grande parte por conta de prazos industriais mais longos (e teoricamente porque sei que revistas também têm de fazer muita coisa em cima da hora). Jornais impressos, que em geral têm suplementos semanais, na visão de alguns departamentos de comunicação, têm direito a 2X de tempo para processar e transmitir a informação (por isso promovem-se prévias para alguns deles). Resta aos meios eletrônicos o tempo X, que é um terço do das revistas e metade, quando muito, do de jornais. Quase sempre esse tempo é no afogadilho, em minutos de correria entre a coletiva e o test-drive ou na hora de alguma refeição ou evento social que terá de ser riscado da agenda.

Na humilde opinião deste repórter, que por acaso atua nos três segmentos – revista Lunna, jornal Prime Autos e site Carpress –, essa visão é equivocada. Na dúvida, porém, fui ouvir colegas de internet. Um deles assinalou: “O tempo mínimo ideal para publicar uma reportagem completa com um carro novo, incluindo experimentação, produção de imagens e redação, seria de três dias inteiros de trabalho, envolvendo geralmente um repórter, um editor e um fotógrafo”. Inclui edição de galeria de imagens, vídeos, poadcasts e tudo o que a imaginação mandar que o meio eletrônico permitir.

Internet não é CTRL+C e CTRL-V de releases e fotos. Pelo menos não deveria ser. Uma boa edição de internet consome tempo de mão-de-obra especializada. E é o meio cada vez mais democrático de acesso à informação.

Espero que nossas fontes comecem a entender essa necessidade de mais tempo que a internet tem para processar as informações. Mas espero, acima de tudo, que Júlia me desculpe por estar ausente da festa do Dia dos Pais.

Publicado originariamente no informativo Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva

Por: Luís Perez às 09h32

Fernando Menezes assume diretoria na Nissan do Brasil

Quatro anos e meio após se transferir para o Japão, onde assumiu o cargo de Senior Manager de Comunicação da Região GOM (General Overseas Markets, que engloba Ásia, África, América Latina, Oceania e Oriente Médio), Fernando Menezes retorna ao país como diretor de Comunicação Corporativa da Nissan do Brasil.

Atualmente diretor de marca e comunicação corporativa da Nissan Europa, ele vai se reportar a François Dossa, vice-presidente de administração e finanças da Nissan do Brasil, e a David Reuter, vice-presidente de comunicação corporativa da Nissan Américas.


Fernado Menezes está de volta ao Brasil

Menezes terá pela frente o desafio de liderar a área de comunicação no momento em que a presença da empresa cresce no país – e é um dos patrocinadores das Olimpíadas Rio-2016. A marca prevê lançar oito novos modelos no país até 2016.

Ele entrou na Nissan do Brasil em 2002 como gerente de comunicação. Em abril de 2010, foi nomeado diretor global de comunicação de produto e tecnologia e, em outubro do mesmo ano, mudou-se para Genebra, na Suíça, para assumir seu cargo atual.

Sua formação é mestrado em administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e especialização em comunicação pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e em marketing estratégico pela Kellogg School of Management.

Por: Luís Perez às 16h29

Sobre o autor

Luís Perez é jornalista formado pela PUC-SP. Estudou também história na USP e marketing na ESPM. Trabalhou por 13 anos no jornal Folha de S.Paulo, onde exerceu diversas funções, nos últimos tempos a de editor de Veículos. Colabora com diversos veículos de imprensa, como revistas Quatro Rodas, Car and Driver e Jornauto, além do jornal Agora SP. É colunista do Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva, dirigido a 1.200 profissionais do setor. Lançou e editou o jornal Prime Autos, primeiro veículo gratuito especializado em automóveis, e foi editor-executivo da revista Avião Revue, da Motorpress Brasil Editora. Criou, dirige e edita o site Carpress desde 2006 e o site Mazarine desde 2013.

Sobre o blog

Este blog se propõe a trazer ao leitor informações rápidas e, sempre que possível, exclusivas a respeito do mundo motorizado. Vale lembrar que, mais do que produto e economia, o tema automóveis mexe com questões de fundo social, cultural, emocional e interfere de forma decisiva em nosso cotidiano.

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