Busca

Blog do Luís Perez no twitter Site Carpress no twitter
  • RSS
  • Indique este blog
  • Leia no celular

Mantega e a prorrogação menor do IPI reduzido para carros

Um bem humorado Guido Mantega anunciou a prorrogação do IPI reduzido para automóveis e outros produtos, como a linha branca (geladeiras, fogões e lavadoras). Só que, no caso dos carros, a prorrogação vai até 31 de outubro, enquanto os demais produtos têm IPI reduzido até o dia 31 de dezembro.

Questionado, Mantega justificou: “A reação foi mais rápida no setor de automóveis, e o custo da desoneração é maior”. Sim, são R$ 800 milhões. Mas também é possível explicar as razões pela necessidade, do comprador de carros, de estímulos “aos soluços”.

Sim, parece que esse tipo de consumidor precisa acreditar que faltam poucos dias para comprar um automóvel antes do aumento – afinal, carro não é um bem nada barato, ainda mais no Brasil.

O ministro da Fazenda então citou dados fornecidos pela Anfavea, a associação dos fabricantes: as vendas diárias passaram de 12.500 unidades para 16.600 unidades. Agosto deve bater novo recorde histórico. “O segundo trimestre deste ano sobre o primeiro trimestre teve expansão de 33,4%”, afirmou.

Agora é aguardar para ver o que vai acontecer nos próximos dois meses.

Por: Luís Perez às 20h33

Fabricantes ganham o triplo no Brasil, diz jornal

Primeiro foi o jornalista Joel Leite, que apontou o fator "Lucro Brasil" como encarecedor do preço final dos automóveis. Depois veio a revista “Forbes” e ridicularizou o brasileiro, que compra os carros mais caros do mundo. Nesta quarta (29), foi a vez de “O Globo” tocar no assunto – e justamente na manchete do jornal. O título que estampa a capa do jornal carioca é: “Montadoras ganham o triplo no Brasil”.

Depois de citar exemplos dos mesmos modelos vendidos no Brasil, nos EUA, na Argentina, na França e no Japão, que sempre são mais caros aqui, a reportagem embasa na análise de especialistas que a estimativa é de que no Brasil a margem de lucro das fabricantes é pelo menos o dobro que no exterior, por conta de um cenário de pouca concorrência.

Cita o diretor-gerente da consultoria IHS Automotive no Brasil, Paulo Cardamone, para quem há ganho de 10% do preço de um veículo no Brasil, enquanto nos EUA seria de 3% enquanto no mundo (incluindo os EUA) seria de 5%. As “quatro grandes” (Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford) respondem por 81,8% dos carros vendidos no Brasil no último ano. A reportagem cita ainda a alta carga tributária e os problemas de logística e infraestrutura brasileiros.

Por: Luís Perez às 15h14

O mico que virou a sessão de perguntas e respostas

Nos bastidores do jornalismo automobilístico, a tradicional sessão já começou a ser abolida por algumas marcas – e imaginamos por quê


Se há uma tradição que tem caído em desuso nas coletivas de imprensa, ela atende pelo nome de sessão de perguntas e respostas. Como trabalho no lado do balcão em que estão os jornalistas, não sei exatamente por que uma ou outra marca aboliu a tradicional prática. Mas imagino as razões.

Já participei de algumas daquelas tradicionais coletivas do rei Roberto Carlos (faz tempo que deixei de cobrir a área, mas queria deixar meus sentimentos com saudades de Ivone Kassu, que morreu há pouco tempo, brilhante assessora do cantor), mas me lembro que entrevistas exclusivas com ele são raríssimas.

Claro que, ao final da coletiva, os jornalistas não perdem tempo e, como um enxame, voam em direção ao artista para tentar arrancar alguma declaração exclusiva. Acontece que, com raras exceções (e elas existem, vide Carlos Ghosn), executivos de fábricas de automóveis não são como astros de rock, que vão evaporar.

Nas coletivas do rei, geralmente realizada na sala de um hotel e precedida por uma audição do CD, a estratégia era colocar sua música no último volume enquanto ele aproveitava para escapulir por uma portinha qualquer. Executivos de montadoras em geral permanecem à disposição por algum tempo depois da apresentação.

Outro desmotivador da seção de perguntas e respostas é que já virou caricato o fato de que são em geral sempre as mesmas pessoas que fazem perguntas, que raramente são de interesse geral. E que muitas vezes não são perguntas, mas reflexões perdidas no vazio.

Ou uma estratégia de alguns colegas para se apresentar ao mercado – sendo que coletivas não são exatamente para esse fim. E elas se alongam, tornando o processo acima de tudo desnecessário. Até porque eu sei que, se levantar uma questão pertinente (o que também acontece), estarei entregando minha pauta de bandeja a dezenas de outros jornalistas.

Melhor mesmo é, como algumas marcas já fazem, reservar um período para entrevistas individuais com os executivos.

Publicado originariamente no informativo Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva

Bonus track – Não foi publicado no J&Cia Auto, mas gostaria de contar aqui, só para leitores do blog, que após uma dessas coletivas com Roberto Carlos cometi uma das mais adoráveis gafes da minha carreira. Em 1995 consegui, entre a coletiva e as individuais para rádios e TVs, uma brecha de alguns minutos com o Rei, de que sou fã desde criança a ponto de, sem nem saber falar direito, cantar “Eu te poponho (sic)”, da canção “Proposta”. O diálogo foi rápido e muito agradável. Ao final, muito contente com aqueles minutinhos, aperto a mão do cantor e digo: “Puxa, Roberto... Muitíssimo obrigado pela entrevista. E sucesso!” [risos]. Sim, eu estava desejando sucesso ao Rei. Ciente alguns segundos depois da besteira que havia falado, já indo embora, me virei a acrescentei: “Mais ainda, quero dizer”, ao que ele, com aquela voz anasalada e inconfundível, agradeceu: “Obrigado, bicho!”

Por: Luís Perez às 20h12

Sandero GT Line tem voz de cachorro do Jetta

Quando ouvi a “voz” do Sandero GT Line, pensei: “Puxa, ela me é familiar”. Claro! O carro da Renault deve ser irmão do cachorrinho do comercial do novo Volkswagen Jetta.

Assista abaixo aos dois comerciais e dê sua opinião.




A propósito, não é a primeira vez que um personagem de comercial de carro tem voz familiar. Quando se transforma em maldito, o pônei da propaganda da Nissan fica com a voz do Big Fone do BBB.

Por: Luís Perez às 13h44

Sobre o autor

Luís Perez é jornalista formado pela PUC-SP. Estudou também história na USP e marketing na ESPM. Trabalhou por 13 anos no jornal Folha de S.Paulo, onde exerceu diversas funções, nos últimos tempos a de editor de Veículos. Colabora com diversos veículos de imprensa, como revistas Quatro Rodas, Car and Driver e Jornauto, além do jornal Agora SP. É colunista do Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva, dirigido a 1.200 profissionais do setor. Lançou e editou o jornal Prime Autos, primeiro veículo gratuito especializado em automóveis, e foi editor-executivo da revista Avião Revue, da Motorpress Brasil Editora. Criou, dirige e edita o site Carpress desde 2006 e o site Mazarine desde 2013.

Sobre o blog

Este blog se propõe a trazer ao leitor informações rápidas e, sempre que possível, exclusivas a respeito do mundo motorizado. Vale lembrar que, mais do que produto e economia, o tema automóveis mexe com questões de fundo social, cultural, emocional e interfere de forma decisiva em nosso cotidiano.

Histórico

© 1996-2010 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.
Hospedagem: UOL Host