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Pagamento condicionado à publicação

Vida de frila tem diversas vantagens, mas se existe um senão é o pagamento só após publicado texto

Fenômeno do jornalismo contemporâneo, o profissional free-lancer leva uma série de vantagens em relação aos que prestam serviço como contratados em regime de CLT de uma empresa. São donos de seu próprio nariz, se perdem um cliente aqui, ganham outro ali, podem trabalhar a distância ou mesmo de casa, entre outras.

Embora edite o site Carpress e tenha feito outros trabalhos como contratado, nunca larguei a vida de frila. Simplesmente não consigo, mesmo quando o site atravessa boas fases comerciais que permitiram viver exclusivamente dele. E hoje contei. Da minha cama ao escritório de casa, são 25 passos. Talvez o trabalho se revelasse um martírio, não fosse a grande quantidade de reportagens nas ruas e viagens.

Já pensei em montar escritório externo. Custos altíssimos, trânsito e longos períodos de ausência (pelos tais trabalhos na rua ou fora de São Paulo) me fizeram abortar a ideia. Tempos atrás cheguei a fazer uma permuta com o jornal Destak, com o qual Carpress tinha um acordo editorial. Teria direito a duas estações de trabalho, com computador e telefone. Quase não ia. Estacionar na avenida Brigadeiro Faria Lima, onde fica o jornal, custava R$ 400 mensais, fora todo o resto.

Mas, trabalhando em casa, como fazer com os colaboradores? Simples: como eu, eles também podem trabalhar de qualquer lugar com um computador conectado à internet. Em novembro viajei a passeio para Nova York e deixei um colaborador tocando o dia a dia do site. Uma vez nos Estados Unidos, comprei um chip 4G para o celular e tinha acesso, em qualquer lugar, à internet.

O colaborador me avisava por Facebook ou Whatsapp quando um texto estava pronto. Do telefone mesmo, durante um passeio pelo Central Park ou de dentro do museu Madame Tussauds, eu conferia, editava se fosse preciso e por fim publicava. Essa mesma agilidade a gente tem para tocar os frilas ou fazer qualquer verificação que o editor peça.

Você dirá então que a vida de frila é uma maravilha... Mais ou menos. Fora a imponderável inconstância nos trabalhos, ainda existe uma praga que assola boa parte dos que vivem de colaborações diversas: o pagamento condicionado à publicação. Ora, se eu trabalhei, entreguei o texto e depois a reportagem caiu, não é problema meu.

Nisso a Editora Abril é exemplar. Diversos frilas que fiz para a revista Quatro Rodas foram remunerados, mesmo com a reportagem caindo – porque entrou anúncio, diminuiu o número de páginas, a reportagem não era o que o editor esperava (não por responsabilidade do repórter), entre outros motivos. No entanto, muitos veículos ainda perguntam, antes de pagar: “Sua matéria foi publicada?” Sinceramente, isso não me interessa. Da mesma forma, costumo brincar com um ou outro entrevistado, que pergunta quando a reportagem será publicada, que não sei, mas vou verificar e lhe informo. Sou pago para fazer, não para publicar a matéria.

Publicado originariamente no informativo Jornalistas&Cia Imprensa Automoativa

Por: Luís Perez às 11h53

Kia + Fiat = Volkswagen

Ação conjunta entre a novela da Kia e o BBB da Fiat teve Jetta como protagonista

Há alguns detalhes que só quem gosta de – ou evidentemente escreve sobre, que é o nosso caso – automóveis nota no dia a dia. É aquela reportagem, que afirma que Fulano de Tal tinha na garagem vários “carros importados”, quando o que se vê é um Honda Civic fabricado em Sumaré (SP) e um Toyota Corolla feito em Indaiatuba (SP). Ou mesmo naquele carro da novela, que foi misteriosamente trocado só naquele dia em que o personagem sofrerá um acidente – e nenhuma marca quer essa imagem associada a ela, ainda que em uma obra de ficção.

Nesta semana aconteceu mais uma vez. E foi na ação conjunta entre a novela “Amor à Vida” e o “Big Brother Brasil”, em que a personagem Valdirene, interpretada por Tatá Werneck, passaria algumas horas na casa do BBB. Todo mundo sabe que os carros que dominam a novela são da marca Kia. Por mais que haja corte em sua verba de publicidade, a empresa não abre mão dessa ação – que deve trazer um retorno fantástico. Por outro lado, desde sempre a marca de carros oficial do BBB é a Fiat. Os participantes sempre vão do hotel à casa em automóveis da marca.

Valdirene vai de Jetta à casa do BBB

Como então, na novela, levar Valdirene à casa do BBB? A TV Globo encontrou uma solução inusitada. Pelo visto, quis usar um carro “neutro” para a empreitada. Escolheu um sedã com rodas que não fossem as originais do modelo. Detalhe: qualquer telespectador atento veria que se tratava de um Jetta, da Volkswagen. Não, a marca alemã não deve ter feito nenhuma ação na novela. De qualquer forma, não deixa de ser curioso como a emissora solucionou o “conflito”.

Publicado originariamente no informativo Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva

Por: Luís Perez às 16h46

Sobre o autor

Luís Perez é jornalista formado pela PUC-SP. Estudou também história na USP e marketing na ESPM. Trabalhou por 13 anos no jornal Folha de S.Paulo, onde exerceu diversas funções, nos últimos tempos a de editor de Veículos. Colabora com diversos veículos de imprensa, como revistas Quatro Rodas, Car and Driver e Jornauto, além do jornal Agora SP. É colunista do Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva, dirigido a 1.200 profissionais do setor. Lançou e editou o jornal Prime Autos, primeiro veículo gratuito especializado em automóveis, e foi editor-executivo da revista Avião Revue, da Motorpress Brasil Editora. Criou, dirige e edita o site Carpress desde 2006 e o site Mazarine desde 2013.

Sobre o blog

Este blog se propõe a trazer ao leitor informações rápidas e, sempre que possível, exclusivas a respeito do mundo motorizado. Vale lembrar que, mais do que produto e economia, o tema automóveis mexe com questões de fundo social, cultural, emocional e interfere de forma decisiva em nosso cotidiano.

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