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BMW dispensa agência que atendia a imprensa

A Visar, que realizava o atendimento à imprensa da BMW havia pelo menos cinco anos, não está mais com a empresa alemã no Brasil, que abriu concorrência para a escolha de uma nova agência – a vencedora deve ser anunciada em breve. Vale ressaltar que a Visar prestava um ótimo atendimento (e esperamos que a próxima mantenha o nível). Infelizmente o ciclo entre as duas empresas terminou.
 
É primordial um atendimento de qualidade sobretudo agora, que o BMW Group Brasil terá uma fábrica de automóveis no Brasil – até o final deste ano, modelos BMW e Mini fabricados em Araquari, norte de Santa Catarina, já circularão pelas ruas do país. A capacidade de produção será de 32 mil veículos por ano.

Por: Luís Perez às 11h51

Lição de como não tratar jornalistas

Hyundai Brasil apresenta série especial, leva três dias para disparar informações e diz que o critério para convidar "não está aberto a discussão"

Considero os últimos dias históricos. Sim, porque nunca havia verificado por escrito um caso de deselegância mais gritante do que o protagonizado pela Hyundai Motor Brasil, na figura de seu gerente sênior de Relações Públicas e Imprensa, Mauricio Jordão.

Já afirmei neste espaço que a forma como uma determinada empresa trata a imprensa, que é uma das principais pontes entre ela e seu consumidor, diz muito sobre sua índole e a forma como o considera. Isto posto, tenho motivos de sobra para manifestar um descontentamento extremo com a Hyundai Motor Brasil.

A Hyundai Motor Brasil organizou, na última sexta, dia 14, um evento no Museu do Futebol, que fica no estádio do Pacaembu, em São Paulo. Havia enviado a alguns órgãos de imprensa um convite que não deixava claro se tratar da apresentação de um produto – no caso, o HB20 Edição Copa do Mundo Fifa. Monitorando a internet ao longo do dia, começo a me deparar com informações detalhadas, com direito a preço de cada versão, bem como fotos, em alguns sites.

À noite escrevo para a assessoria de imprensa da marca e a Edelman Significa, que lhe dá apoio, para questionar se havia sido feita alguma divulgação. Como era muito tarde, não houve resposta. Soube então da apresentação por alguns colegas. Ela havia sido realizada, mas, ao contrário do que acontece com as áreas de imprensa profissionais, que trabalham sério, nenhum release foi disparado durante ou logo após a apresentação. Isso só seria feito na segunda, dia 17, período um tanto longo sobretudo em se tratando de internet. Três dias depois já seria notícia velha.

Diante de dois e-mails enviados por mim, na segunda recebo a resposta de Jordão, que faço questão de reproduzir aqui:

“A Hyundai Motor Brasil segue com sua estratégia de apresentar primeiro para um pequeno grupo de veículos de imprensa e depois distribuir o material em escala nacional.

A composição desses grupos varia conforme o assunto a ser apresentado. No caso específico do evento da última sexta-feira, contamos com a participação de certos veículos de imprensa dedicados ao Marketing, além da imprensa automotiva.

O critério de seleção dos convidados faz parte dessa estratégia e não está aberto para discussão”.

Interpreto esse boçal “não está aberto para discussão” como um “fazemos o que e como quisermos e não aceitamos a opinião de ninguém”. Nem para dar uma reposta mais diplomática, como “Sim, desculpe, deveríamos ter divulgado o material na sexta-feira”, “Podemos avaliar se não ficaram de fora veículos representativos” ou “Vamos levar em conta seu feedback para outras ocasiões”. Diversos veículos ficaram de fora, não tiveram informação, levaram bola nas costas e o descontentamento foi generalizado.

Infelizmente o HB20 é um assunto relevante. Sempre que é citado, a audiência cresce. O carro foi o mais buscado no Google no último ano e continua nas primeiras posições. Meu objetivo não era pleitear um lugar no evento, até porque não está entre os sonhos da minha vida conseguir um ingresso grátis para visitar o Museu do Futebol, que aliás já conheço.

Apenas acho que três dias é muito tempo a esperar para publicar novidades sobre um automóvel, por mais incautos sejam os que o compram, em razão de o produto estar aquém do que o consumidor brasileiro merece.

Em contato telefônico com Thais Nunes, da Edelman Significa, soube que decidiram não disparar as informações em respeito a veículos que tinham voo de volta a suas cidades no mesmo dia. “Mas internet muitas vezes publica as novidades praticamente em tempo real, quando a apresentação acontece”, ponderei. Ela: “Ah, mas tem os impressos...”.

Bem, a meu ver, tudo isso são peanuts. O cerne da questão é que começa a ser revelador de uma filosofia nada cordial para com a imprensa uma empresa que disponibiliza carros de teste apenas a 150 quilômetros da capital paulista (na linha do “Se quiser, é assim”...). E termina com um “o critério (...) não está aberto a discussão”. Será que é uma orientação da cúpula da empresa? Onde mesmo fica sua sede? Ah, acho que na Coreia do Norte...

Publicado originariametne no informativo Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva

Por: Luís Perez às 15h02

Sobre o autor

Luís Perez é jornalista formado pela PUC-SP. Estudou também história na USP e marketing na ESPM. Trabalhou por 13 anos no jornal Folha de S.Paulo, onde exerceu diversas funções, nos últimos tempos a de editor de Veículos. Colabora com diversos veículos de imprensa, como revistas Quatro Rodas, Car and Driver e Jornauto, além do jornal Agora SP. É colunista do Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva, dirigido a 1.200 profissionais do setor. Lançou e editou o jornal Prime Autos, primeiro veículo gratuito especializado em automóveis, e foi editor-executivo da revista Avião Revue, da Motorpress Brasil Editora. Criou, dirige e edita o site Carpress desde 2006 e o site Mazarine desde 2013.

Sobre o blog

Este blog se propõe a trazer ao leitor informações rápidas e, sempre que possível, exclusivas a respeito do mundo motorizado. Vale lembrar que, mais do que produto e economia, o tema automóveis mexe com questões de fundo social, cultural, emocional e interfere de forma decisiva em nosso cotidiano.

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